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Conselheira de empresas
Empresas acostumadas a depender da resiliência de talentos individuais invariavelmente adiam uma correção que se tornará mais cara com o tempo.
As lideranças empresariais seguem sem consenso sobre uma governança final quanto à IA. Só que a tecnologia continuará evoluindo e exigirá releituras a cada novo caso de uso ou incidente.
Times com familiaridade operacional e memória coletiva têm comunicação mais eficaz, conseguem antecipar necessidades e reagem mais prontamente a imprevistos, seja no futebol, seja numa empresa.
O uso excessivo de ferramentas de IA já provoca fadiga cognitiva e perda de produtividade, exigindo governança clara sobre quando e como a tecnologia deve atuar.
Pessoas, carreiras e empresas precisam do novo para evitar cair em looping cognitivo e garantir crescimento.
Capacidade humana de construir e sustentar vínculos permite às empresas alinhar interesses e acelerar decisões com maior consistência.
Também as empresas deveriam aprender as duras lições no rastro de fenômenos meteorológicos extremos. Um plano de continuidade e resiliência robusto precisa fazer mais que a reposição da normalidade.
A derrocada é sempre sistêmica: emerge da combinação entre subestimar o oponente, superestimar a própria capacidade e expandir além da disponibilidade ou possibilidade de renovação de recursos.
Repensar o presente e não o futuro do trabalho deixou de ser pauta de RH. Tornou-se uma questão estrutural da sociedade, envolvendo dimensões econômicas, tecnológicas, éticas e geopolíticas.
Há as empresas que requalificam para o uso da tecnologia e realocam. E há aquelas que simplesmente trocam pessoas por máquinas, sem oferecer treinamento nem apoio social.
Agarradas a estereótipos ultrapassados, empresas não percebem que o “tsunami prateado” não é uma onda passageira. É uma nova maré que exige adaptação profunda e estratégica.
Em tempos em que quase tudo pode ser replicado, da tecnologia ao discurso, a confiança permanece como um dos poucos ativos que não se copia, não se compra e não se improvisa.
A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa, mas não é mágica. Seu valor depende da capacidade humana de interpretá-la, aplicá-la e aprimorá-la.
Entre as empresas que já adotaram a IA, 95,4% apontam aumento no retorno sobre investimento. Seja pela automação de tarefas operacionais, seja pela personalização em larga escala.
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