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Crescemos quando conseguimos recusar o que nos faz mal. E o Brasil, nestas eleições, soube fazê-lo.
Hoje, 3 de Maio, é desses chacoalhos que convocam para aterrar no hoje, outubro de 2026 e desejar que seja vivido com olhos de apreciação e com consciência de sua importância para o futuro.
A democracia nos permite discutir, sem medo, o que um candidato representa. Deveríamos, portanto, aproveitar esse direito com consciência. Se violência é o que plantamos, violência é o que colheremos.
Amar de novo não corrige o passado, não transforma o antigo amor num ensaio para o próximo, não prova que escolhemos mal.
Entre um ministro que manda tirar, outro que manda colocar e um terceiro que manda tirar novamente, daqui a pouco ninguém mais sabe onde foi parar a santa.
O mecanismo mais eficiente da polarização política talvez seja justamente este: descobrir um pecado do adversário e utilizá-lo como certificado de inocência do aliado.
A presença reduzida de brasileiros num evento dedicado a pensar o futuro da literatura chama atenção num país em que a comunidade brasileira cresceu enormemente nos últimos anos.
Sei que posso ter passado boa parte da vida imaginando que o paraíso era algum lugar com restaurantes, livrarias, aeroportos, gente e alguma coisa acontecendo. Mas nasceu em mim uma camponesa.
Portugal oferece lugares de parar o tempo. Locais em que, por algumas horas, conseguimos esquecer a guerra no Irã, as tarifas de Donald Trump, um Netanyahu inflexível, as burocracias imigratórias.
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