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Professor e pesquisador do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa
Sou como um produto de exportação que, por não admitir menos que um continente aberto, trabalha com arte europeia. E faço isso a partir deste trânsito antropofágico que, às vezes, também me espanta.
Me sinto, todos os dias, aonde quer que eu vá, cercado pela coreografia mortífera destes bonecos feios, cafonas, ridículos, cruéis, monocórdicos e de mau gosto.
Pego o metrô, vou aos museus, sento-me nos bancos das praças e jardins, vou e venho da universidade no Bloomsbury, e penso baixinho: seria esta a oportunidade de repovoar Londres com outras memórias?
Por alguns minutos, pensei que agora é a própria cidade que se agarra a qualquer vislumbre de um futuro no qual ainda possa ser um lugar para o imigrante e para o português que ainda ali moram.
No Brasil, a crônica é um gênero forasteiro, de origem europeia, mas que, nas mãos de Machado de Assis, João do Rio, Clarice Lispector e tantos outros, se aclimatou, cresceu e deu belos frutos.
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