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Advogado especialista em imigração
O custo da diplomacia ideológica pode ser alto. Em mercados globais, reputação institucional conta tanto quanto fundamentos econômicos.
Não se trata de submissão aos EUA. Proselitismo intelectual não paga as contas de quem perderá o emprego. Paris pode ser linda, mas milhões de brasileiros precisam trabalhar lá mesmo, no Brasil.
Enquanto estudos da Universidade do Porto mostram que são necessários 138 mil imigrantes anuais para Portugal crescer 3%, o Parlamento decide que é melhor crescer 1,11% e definhar.
Portugal consegue ser simultaneamente kafkiano e autodestrutivo: extingue vistos de procura de trabalho justo quando precisa de mão de obra, dificulta a naturalização quando necessita reter talentos.
O Golden Visa português é um dos mais sofisticados contos do vigário da história moderna.
Luís Montenegro conseguiu o milagre “odoricano”: transformou-se de defunto político em ressuscitado eleitoral, apesar do fatídico episódio que derrubou seu governo há poucos meses.
Portugal, que tanto se orgulha de sua “vocação universal” e de suas “pontes com o mundo”, escolhe, agora, erguer muros. E o faz em plena pré-campanha eleitoral em relação à imigração.
A questão migratória portuguesa demonstra como o Estado moderno, mesmo quando tenta reagir a pressões populares por controle de fronteiras, permanece preso a soluções burocráticas que não funcionam.
O grande risco para os cidadãos comuns é o estabelecimento de um sistema que, sob o pretexto da eficiência e da segurança, elimine a privacidade financeira e a autonomia individual.
A queda do governo não é apenas uma crise política, é o sintoma de uma fragilidade institucional crônica. Nossas instituições sofrem de osteoporose, quebrando-se ao primeiro espirro da realidade.
O discurso solene dos políticos para entreter a plateia sem assumir compromissos reais e um brinde à maior conquista da diplomacia, a arte de falar sem dizer nada.
Os cidadãos da CPLP, que aguardam há tempos pela resolução dos problemas relacionados aos títulos de residência em Portugal, não merecem contemplar uma vitória de Pirro.
Enquanto Trump constrói seus muros metafóricos e literais, a comunidade brasileira em Portugal prova que pontes — especialmente aquelas sobre o Atlântico — são bem mais interessantes.
O velório foi realizado nas agências e aplicativos bancários de todo o Brasil, onde os cidadãos “mais de 5 mil” puderam dar seu último adeus à privacidade financeira.
Esperamos que Portugal tenha deixado em 2024 a mentalidade de que a imigração é um problema ou algo prejudicial para a sociedade. Povos migram há milênios e isto não é uma exclusividade lusitana.
A jornada do imigrante pode ser deveras solitária e desafiadora. Afinal, atravessar o oceano e reaprender a viver exigem coragem, abnegação e uma boa dose de sorte.
Com o tempo, aprendi a tirar o que de melhor as diferenças linguísticas têm para nos dar. Incorporei palavras e expressões ao meu vocabulário e que deslizam até a ponta da língua quando as utilizo.
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