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Linguista
A dificuldade de definir o “fazer o bem” nos coloca entre dilemas éticos e a contemporaneidade. O que nos salva? O sentido da doação e a língua portuguesa.
De um gesto banal no supermercado às dores do mundo, a reflexão sobre como resistir à indiferença que ameaça transformar sofrimento em rotina.
O caso Vini Jr. revela-nos a naturalização do preconceito no cotidiano português, porque o futebol não é uma bolha isolada da realidade, mas a tradução do que essa sociedade pensa e faz.
O carnaval é a metáfora de um povo que se reinventa pelo “ziriguidum”. Vindo do lundu, o ritmo aproxima samba e fado e revela um modo de pensar a realidade, que desafia a exclusão com criatividade
Algumas ofensas não podem ser relativizadas como expressão individual, pois envolvem processos históricos de desumanização e exigem responsabilidade ética.
As palavras nunca dizem apenas o que aparentam: carregam contextos, intenções e silêncios que moldam sentidos, conflitos e julgamentos sobre a realidade.
O excesso de informação, o senso comum e a falta de pensamento crítico dificultam atitudes éticas diante da linguagem, fazendo com que todos nós corramos o risco de não ser o que éramos.
A língua portuguesa se transforma, produzindo diferenças naturais entre Brasil e Portugal. Evolução dos termos “apelido” e “sobrenome” ilustra como fatores culturais moldam a vitalidade do português.
A língua portuguesa como organismo vivo constrói e reconstrói a nossa experiência com a realidade, produzindo cultura e nos surpreendendo em sua capacidade criativa de preservar-se e de se reinventar.
Quando a linguagem suaviza a injustiça, mostra-se a face simbólica e violenta da cultura. Linguagem e símbolos moldam poder, identidades e a percepção do que é aceitável na sociedade.
Um diálogo entre Baturité e Mathias sobre um sistema construído para favorecer poucos e oprimir a maioria. Qualquer semelhança, é mera coincidência.
Quando corrigir é mais sobre quem fala do que sobre o que se diz.
O futuro da cultura em língua portuguesa reside na sua capacidade de celebrar o diálogo e a diversidade, garantindo que as múltiplas vozes que a compõem sejam ouvidas.
Um amigo reclamava dos “erros” dos brasileiros; a história mostra que o português nasceu de variações e hoje existem duas normas, brasileira e portuguesa, fruto de trajetórias históricas distintas.
Não há desculpas para a xenofobia. Aproximar-me de pessoas de culturas diferentes fez com que eu pudesse mudar e, quero crer, tornar-me uma pessoa melhor.
No verão de Lisboa, refletimos sobre a diversidade do português, a identidade cultural e os desafios de uma língua viva que une Brasil, Portugal e os povos falantes.
O TikTok, por vezes, tem mais força para conferir autoridade aos discursos do que a Universidade. O Instagram pode construir impressões de verdade mais rapidamente do que a comunidade médica.
Pensar antes de falar é essencial; palavras podem criar ou destruir. Reflita sobre o impacto do que dizemos na construção do nosso futuro.
Diversificada, a língua portuguesa tem aprendido a se transformar com o correr do tempo, adequando-se às novas realidades que se desenham constantemente no horizonte.
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