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Analista de política internacional e mestre em Relações Internacionais pela New York University
Líderes populistas desviam atenção de falhas institucionais e consolidam poder explorando divisões sociais. Assim, o passado de repressão e perseguição se repete.
Se há algo que este momento exige da comunidade internacional, em especial de governos progressistas, é clareza e coerência. A indignação não pode ser seletiva ante a brutalidade do regime iraniano.
É num espaço estreito entre legalidade, geopolítica e sofrimento humano que se jogam o futuro venezuelano, a estabilidade regional e a credibilidade das normas que regem a ordem internacional.
Quando até sandálias, no caso, as Havaianas, se tornam elementos para acirrar a polarização, fica claro que o problema não é o conteúdo, e sim o ambiente político que se instaurou no Brasil.
Não se trata de negar avanços pontuais como mulheres ao volante, mas de reconhecer o óbvio: modernização sem direitos não é progresso; é autoritarismo high-tech.
Se o passado nos ensinou algo, é que o ódio, quando tolerado, nunca se limita ao seu alvo inicial. Combater o antissemitismo não é apenas um dever moral, é um compromisso com o futuro da democracia.
O Brasil pode manter boas relações com Moscou sem abdicar de princípios que sempre defendeu. A multipolaridade não pode ser construída às custas de minimizar agressões evidentes.
Nova York pode, mais uma vez, estar prestes a definir o rumo de uma era política. E, nesta eleição, o que vemos refletido diz muito sobre quem os norte-americanos são e quem podem se tornar.
Hoje, o Rio de Janeiro é um retrato cruel do Brasil: uma política de segurança que mata para provar força, mas fracassa em entregar paz.
Por mais duro que seja contar com Netanyahu, Trump e Hamas nesse momento, a história nos lembrará de que a pressão, quando feita no tempo certo, já funcionou antes — e pode funcionar de novo.
Defender a liberdade de expressão e o acesso à informação não é apenas proteger direitos individuais — é garantir que a democracia permaneça viva.
O que se desenha não é apenas mais uma guerra no Oriente Médio. É o colapso visível de um sistema que, por décadas, ofereceu a ilusão de um processo de paz permanente.
País está imerso em crises que se sobrepõem e se reforçam. A mais recente tragédia — um terremoto que matou ao menos 800 pessoas — é apenas mais um capítulo em uma sucessão de desastres.
Talvez Milei devesse trocar os conselhos do cachorro por uma lição simples: sem enfrentar a corrupção estrutural, nenhum plano econômico — seja liberal, seja keynesiano ou espiritual — vai funcionar.
É urgente acabar com a guerra em Gaza. Não são apenas os israelenses que sofrem. Milhares de palestinos estão sendo mortos, deslocados e privados do mínimo para viver.
Continuaremos a encarar os ataque aos direitos de mulheres e minorias como eventos isolados ou teremos a coragem de reconhecer que são partes de um mesmo projeto sistemático de poder e exclusão?
É preciso coragem moral para recusar a linguagem da vingança e abraçar a urgência da vida. Os reféns em poder do Hamas precisam ser libertados agora. As crianças famintas de Gaza precisam comer agora.
É fundamental que o mundo reconheça que falar sobre os druzos não diminui a importância de se falar sobre Gaza, assim como não pode esquecer dos milhares de civis sírios que morrem na guerra civil.
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