Os leitores são a força e a vida dos jornais. Contamos com o seu apoio, assine.
Os leitores são a força e a vida do PÚBLICO. Obrigado pelo seu apoio.
Jornalista, autora do blogue "Sua má influencer em Portugal"
Ser imigrante em Portugal não se resume à adaptação a um novo país. Significa também aprender a viver com uma burocracia que pode determinar onde podem trabalhar, viajar, morar e construir o futuro.
O drone torna tudo mais evidente quando, além de fotografar a paisagem, inventa um ponto de vista que nós, seres humanos em terra firme, não temos.
Os brasileiros passaram a fazer parte do cotidiano português, influenciando comportamentos, relações sociais, formas de comunicação e até debates sobre direitos e igualdade.
Ensinar o português europeu é um dever da escola em Portugal. Já penalizar alunos por usarem outras variantes oficiais da língua é um erro que ignora a nossa riqueza cultural.
Em tempos de excesso, Portugal oferece a possibilidade de respirar sem pressa. E, talvez por isso, quem visita o país volta para casa com muito mais do que fotografias e boas lembranças.
O turismo revitalizou a capital lusa, mas agravou uma crise habitacional sem precedentes. Sem políticas públicas urgentes, Lisboa corre o risco de se transformar num cenário para visitantes.
Num tempo em que tantas cidades parecem perder os seus espaços de convivência e as suas tradições, os Santos Populares continuam a provar que Lisboa sabe celebrar a sua identidade.
Existe um desgaste emocional que não aparece nas estatísticas. A imigração vende a ideia de futuro, mas frequentemente entrega uma realidade burocrática e solitária.
Talvez o maior sucesso não seja conseguir comprar tudo o que desejamos, mas não transformar a própria existência numa busca infinita por coisas.
Mais de meio século depois, o 25 de Abril permanece como símbolo maior da democracia portuguesa — mas também como um lembrete incómodo de que a liberdade só ganha sentido quando exercida no dia a dia.
Quando sair deixa de ser uma escolha livre e passa a ser a única forma de garantir estabilidade e progressão, estamos diante de um problema e de um desafio a enfrentar.
Em Lisboa, caminhar pelas ruas, inclusive em áreas menos movimentadas, costuma ser uma experiência de contemplação e beleza. Não é preciso estar atento ao celular ou à bolsa.
Ter desapego de toda uma história de vida construída em outro lugar é importante quando se muda de país por livre e espontânea vontade. Recomeços fazem parte da vida.
Concorrem às melhores faculdades os alunos com as melhores médias, o que é justo, desde que o ensino público e o privado ofereçam condições semelhantes de preparação.
Portugal equilibra tradição e tecnologia, tentando modernizar-se sem perder a memória que molda sua identidade.
Enquanto líderes disputam o mundo como um jogo de tabuleiro, resta a nós fazer escolhas simples: viver, viajar e aproveitar o tempo antes que ele nos escape.
Discussões sobre empoderamento feminino, machismo, igualdade de gênero, liberdade sexual e sobre leis de proteção à mulher circulam com mais naturalidade entre os jovens.
Os pontos frágeis de uma sociedade são fáceis de identificar. Por que, então, é tão complicado resolver os problemas? A resposta parece simples: falta de vontade política e de planejamento eficaz.
Entre gargalhadas e provocações, o especial natalino do Porta dos Fundos transforma a fé em tema de humor e reflexão sobre Deus, crença e humanidade.
Qual o problema de juntar peru e bacalhau à mesma mesa? Quem dera fosse esse o tipo de questão capaz de resolver todas as diferenças criadas pela intolerância, pela ignorância.
Ocorreu um erro aqui, ui ui