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Vivemos um desvario ultrarromântico, no qual imagens de futuros distópicos convivem com idealizações do passado, e o temor diante do avançar induz a uma vontade irrefreável de retroceder.
Um Olhar Interior propõe um caminho para os brasileiros frente ao desarranjo, ao desacerto, à discórdia e ao mundo distópico que teima em não passar. Busca uma linguagem e um destino comum.
Uma geração recém-saída do ensino médio tomou conta do que antes se entendia por esfera pública. Traz atitudes impertinentes, nomes bizarros, vídeos curtos e expressões chiclete.
Lisboa me pareceu terna e doce. Uma espécie de abrigo, sem dar conta de que o mundo acaba de virar a esquina com a eleição norte-americana, decidido a seguir inclemente rumo ao gueto e à exclusão.
Vemos o alinhamento político incondicional dos autopropagados detentores do futuro a um dos lados da moeda e o abandono a qualquer ideal de democracia, justiça e direitos individuais ou coletivos.
Na era da inteligência artificial alimentando bolhas cognitivas na internet, não há limites para “o mais louco possível”. É o que se depreende desse ano de 2024.
Mitos orientam e dão significado a nossas vidas, educam a alma e inculcam virtudes, transformam o cultural em natural e controlam e ordenam o imenso panorama contemporâneo de futilidade e anarquia.
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