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Independentemente de quem ocupe o poder, há a constante que atravessa a história recente do país: a cada nova crise política, econômica ou humanitária, o preço mais alto é pago pelo povo venezuelano.
Se durante a década passada a desigualdade dominava as campanhas eleitorais nos países latinos, hoje a segurança pública, a corrupção e a desconfiança nas instituições ocupam posições centrais.
A ONU das Migrações elogiou a liderança do Brasil em políticas migratórias, apontando a integração e a proteção como pilares da resposta do país.
Se pensamentos esdrúxulos são recuperados na história, então, ela mesma nos dará a resposta: até os maiores déspotas que tivemos, quando enfrentados pelo povo, sucumbiram ao próprio fracasso.
Deposição de Nicolás Maduro na Venezuela pelos Estados Unidos acaba com qualquer pudor de Trump — se é que ele teve algum dia — de atacar outros países e sanciona ações de ditadores, como Putin.
É num espaço estreito entre legalidade, geopolítica e sofrimento humano que se jogam o futuro venezuelano, a estabilidade regional e a credibilidade das normas que regem a ordem internacional.
Segundo o IBGE, portugueses foram superados pelos venezuelanos. Total de estrangeiros vivendo no Brasil cresceu 70% entre 2010 e 2022, passando de 1 milhão de cidadãos.
Gabriela Dias, que nasceu na Venezuela quando o pai jogava por um time daquele país, afirma que o racismo continua latente. No ar na novela Volta Por Cima, ela já sofreu as dores da discriminação.
Com a aceleração das chamadas de imigrantes para os centros de atendimento da força-tarefa da AIMA, muitos asiáticos não conseguem entregar o atestado de antecedentes criminais.
Neste episódio do P24, falamos com Pedro Ponte e Sousa, responsável pela unidade curricular de Estudos Americanos na Universidade Portucalense.
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