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Brasileiro Paulo Marcelino, sócio de uma empresa de logística em Portugal, viu o pedido de residência “sumir” do sistema da AIMA. Ele, que está com mulher e filho no país, tem visto de nômade digital.
Consulado-geral encontra local onde é possível organizar filas dentro de prédios, sem necessidade de esperar na rua. Imigrantes de regiões com maior presença da agência de imigração vivem com medo.
Polícia de Segurança Pública informa que novo procedimento resultou, “inadvertidamente”, em pedidos de dados pessoais de advogados, que dispõem de carteiras profissionais emitidas pela Ordem.
Dessas ações, 532 tiveram decisão de juízes e apenas duas foram acatadas. Ou seja, tribunais estão rejeitando pedidos de liminares e mantendo quase todas notificações de abandono emitidas pela AIMA.
Ministro da Imigração diz que o governo pode elevar para até oito anos o tempo mínimo de residência no país para se requerer a nacionalidade irlandesa. Hoje, esse prazo é de cinco anos.
A Polícia de Segurança Pública está exigindo que advogados apresentem informações pessoais, apesar de eles disporem de carteiras profissionais emitidas pela Ordem e reconhecidas em lei.
Tribunais voltam a ser inundados de processos contra a AIMA, devido a indeferimentos de pedidos de residência em Portugal. Há, no total, 130.459 ações impetradas por imigrantes tramitando na Justiça.
Ordem dos Advogados constata uma série de problemas no atendimento prestado pela AIMA aos profissionais do direito. Mas nada chega perto do que os cidadãos comuns vivenciam nos postos da agência.
Juíza Jeannette Vargas, de Nova York, afirma que medida contrariava lei e excedia poderes do Departamento de Estado. Sentença invalida recusas baseadas apenas na nacionalidade dos cidadãos.
No silêncio do ciano ao anil, existe um azul anterior às nossas fronteiras.
A história hoje é uma só, contada em dois sotaques. Portugal deu ao Brasil a língua; o Brasil lhe devolveu o mundo. E lhe devolve agora gente jovem, que trabalha, consome, investe, tem filhos e fica.
Jayed Kibria, cidadão nascido em Bangladesh e vivendo em Portugal desde 2019, perde emprego e não consegue outro trabalho porque está à espera da autorização de residência desde julho de 2025.
Visita da Ordem dos Advogados Portugueses ao posto de atendimento da AIMA no bairro dos Anjos, em Lisboa, escancara o sofrimento de quem, todos os dias, procura por um atendimento digno.
Plataforma reúne atualizações do IRN e mostra velocidade da fila para cada tipo de pedido de cidadania. Expectativa é de que reforço de conservadores no Porto e em Lisboa diminua espera de três anos.
As travessas, ruas, bairros e cidades portuguesas possuem história e consciência mestiça crítica, mesmo que alguns portugueses, enquanto descem o Beco das Atafonas, se recusem a acreditar.
Vasco Ferraz, presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, afirma que cidadãos brasileiros têm capacidade financeira para investir em setores importantes para a vila, como a indústria.
O integrante do Governo de Luís Montenegro, como galã de novela mexicana, estampa uma penca de fotos nas redes sociais da AIMA, como se o órgão público fosse um exemplo de eficiência.
Empresas estão disputando profissionais, que veem os salários aumentar. Algumas firmas vêm dando benefícios como carro para reter colaboradores, por temerem não ter como preencher as vagas.
Antes de atravessar a fronteira do outro, convém tirar os próprios sapatos. Porque talvez ninguém compreenda verdadeiramente o chão que pisa enquanto acreditar que ele lhe pertence por inteiro.
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