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A história mostra que relações de poder não se dissolvem em argumentos e, quando a violência colonial reaparece de forma brutal, a promessa de uma esfera pública universal revela seu limite.
Alessandro Candeas e Jamil Chade lançam, nesta sexta, Peregrinação & Guerra — Anotações de um Diplomata na Terra Santa e Tomara que Você Seja Deportado: Uma Viagem pela Distopia Americana.
Por mais duro que seja contar com Netanyahu, Trump e Hamas nesse momento, a história nos lembrará de que a pressão, quando feita no tempo certo, já funcionou antes — e pode funcionar de novo.
O que se desenha não é apenas mais uma guerra no Oriente Médio. É o colapso visível de um sistema que, por décadas, ofereceu a ilusão de um processo de paz permanente.
Aryeh Shiri, que está em Jerusalém visitando a filha que vive lá, afirma que desceu do ônibus minutos antes dos disparos contra os passageiros que estavam no veículo.
Em Peregrinação & Guerra — Anotações de um Diplomata na Terra Santa, Alessandro Candeas relata os dias após o ataque do Hamas a Israel, em 2023. Mas ele avisa: “Não quero jogar gasolina na fogueira”.
É urgente acabar com a guerra em Gaza. Não são apenas os israelenses que sofrem. Milhares de palestinos estão sendo mortos, deslocados e privados do mínimo para viver.
É preciso coragem moral para recusar a linguagem da vingança e abraçar a urgência da vida. Os reféns em poder do Hamas precisam ser libertados agora. As crianças famintas de Gaza precisam comer agora.
É fundamental que o mundo reconheça que falar sobre os druzos não diminui a importância de se falar sobre Gaza, assim como não pode esquecer dos milhares de civis sírios que morrem na guerra civil.
Uma das mais importantes agências de notícias do mundo, a France-Presse (AFP) alerta que seus jornalistas em Gaza podem morrer de fome. Mesmo com dinheiro, não há comida para comprar.
A paz virou moeda de troca. O Nobel, símbolo de um ideal nobre, virou peça de marketing político — um jogo sujo em que o que menos importa é a vida humana.
Primeiro ministro de Israel indica líder americano para o Prêmio Nobel da Paz. Poderia ser apenas uma ironia, mas é mais do que isso: é um insulto ao próprio conceito de paz.
O uso de frentes de guerra como estratégia de distração política é bem conhecido nas Relações Internacionais. Netanyahu parece estar seguindo esse roteiro, mas Gaza não desapareceu.
Os bebês palestinos não são terroristas do Hamas. Não existe justificativa aceitável para esse massacre. Existe, sim, a ambição de homens ricos e poderosos por mais riqueza e poder.
Os crimes cometidos por Israel contra o povo palestino, já submetido a um regime colonial e ao apartheid e que, privado de um Estado, é apátrida, já ultrapassaram os limites do inimaginável.
Sentimentos são os meios mais efetivos para aumentar o tensionamento entre as comunicações. E o contemporâneo comprova sermos cada vez mais guiados por imagens quando somos conduzidos pelas tensões.
Como qualquer líder carismático que se alimenta do caos, Donald Trump prospera na tragédia. Ele não busca a paz, mas somente a autopromoção.
Para o embaixador Alessandro Candeas, estar presente nos locais frequentados por brasileiros é uma das formas de criar proximidade. Comunicação também inclui aplicativo de mensagens para serviços.
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